14.2.09

Alucinação é a percepção real de um objecto que não existe, ou seja, são percepções sem um estímulo externo.

Dizemos que a percepção é real, tendo em vista a convicção inabalável da pessoa que alucina em relação ao objecto alucinado, contudo muitas vezes esta vivência integra um delírio mais ou menos coerente classificável em diferentes quadros psiquiátricos, incluindo a psicose, patologia psiquiátrica que, entre outros sinais e sintomas, se caracteriza pela perda de contacto com a realidade. Entre possíveis causas das alucinações se incluem as reacções à drogas e medicamentos, síndromes associadas ao stress, fadiga, perturbações do sono (especialmente sua privação), infecções (Febres) e entre as psicoses destacam-se a Paranóia e Esquizofrenia.

Em psiquiatria, este conceito foi introduzido por Esquiroll (1772-1840), como percepção sem objecto e já diferenciando esta da ilusão ou percepção distorcida.

Sendo a percepção da alucinação de origem interna, emancipada de todas as variáveis que podem acompanhar os estímulos ambientais (iluminação, acuidade sensorial, etc.), um objecto alucinado muitas vezes é percebido mais nitidamente que os objectos reais de facto.

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